Lieutenant Howard Bischoff, de 58 anos, Robert Leaver, de 56, and Daniel Heglund, de 58, eram bombeiros e morreram na passada segunda-feira, vítimas de cancro, com a diferença de apenas umas horas, revelou o departamento de bombeiros de Nova Iorque.

O comissário dos bombeiros, Daniel Nigro, descreveu a morte dos três homens como uma recordação dolorosa de que, 13 anos depois, o seu departamento continua a pagar um preço terrível pelos seus esforços heroicos.

«Nesse dia, quando os primeiros bombeiros chegaram, o ar estava intoxicado e permaneceu assim durante alguns meses depois», disse o presidente das Associação dos Bombeiros, James Lemonda, à BBC.

Muitas das pessoas que estiveram no local sofreram de doenças respiratórias, e centenas contraíram cancro. Já se contam cerca de 1000 mortes ligadas a doenças causadas pelo pó tóxico dos destroços do «Ground Zero».

O Departamento de Bombeiros de Nova Iorque afirmou que somando aos 343 bombeiros que morreram no dia dos ataques, depois morreram mais 89 devido a doenças.

Apesar destes números, os médicos disseram que não podiam declarar se as doenças se podem relacionar diretamente com os ataques. Apesar disso, o governo disse que as pessoas estiveram expostas a vários químicos que podem causar cancro.

O Congresso dos EUA destinou cerca de 133 mil milhões de euros (1.7 biliões de dólares) para compensar aqueles que tenham doenças relacionadas com os ataques. Mas a legislação que providencia tratamento médico e compensação às vítimas do 11 de setembro caduca daqui a dois anos, e o Congresso ainda terá de votar para o estender.