A Venezuela acusou os EUA de provocarem o sismo que atingiu o Haiti na semana passada. De acordo com uma nota publicada no site da estação televisiva estatal venezuelana Vive, o abalo ter-se-á tratado de um «terramoto experimental», detectado pela Frota do Norte da Rússia. Um porta-voz desta força já negou estas informações, classificando-as como «ficção científica».

Depois de o presidente Hugo Chávez ter apontado o dedo aos EUA, dizendo que a sua operação de ajuda humanitária ao país das Caraíbas se trata de uma invasão militar, da Venezuela partem agora novas acusações.

«A Frota do Norte esteve a monitorizar os movimentos e as actividades navais norte-americanas nas Caraíbas deste 2008, quando os norte-americanos anunciaram a sua intenção de restabelecer a Quarta Frota, que havia sido dissolvida em 1950», lê-se na página do canal Vive, tutelado pelo Ministério do Poder Popular para a Comunicação e a Informação.



O mesmo texto publicado no órgão venezuelano aponta depois que, segundo os relatórios russos, emitidos pela Frota do Norte, «desde finais da década de 1970, os Estados Unidos "avançaram enormemente" o estado das suas armas de terramotos». «Segundo estes relatórios, agora empregam dispositivos que usam tecnologia de Pulso, Plasma e Sónico Electromagnético Tesla, conjuntamente como "bombas de ondas de choque"», é acrescentado.

Segundo este texto, que cita sempre relatórios da marinha russa, o projecto norte-americano em causa, a que chama HAARP, permitirá também «criar anomalias climatológicas para provocar inundações, secas e furacões». Até o destruidor sismo de 12 de Maio de 2008, em Sichuan, na China, que teve uma magnitude de 7.8, é apontado como uma consequência deste sistema.

«Destruição do Irão»

Mas o plano terá um objectivo, segundo aponta o site do canal televisivo: «O resultado final dos testes destas armas por parte dos Estados Unidos, adverte o relatório, é o plano dos Estados Unidos da destruição do Irão através de uma série de terramotos desenhados para derrubar o actual regime islâmico».

Estas acusações não são, contudo, corroboradas pela marinha russa, que nega a veracidade dos alegados relatórios da Frota do Norte. Segundo noticiam os jornais russos «Komsomolskaya Pravda» e «Sevodnya», um porta-voz desta força disse que tudo não passa de «ficção científica».

«Os navios da Frota do Norte no Atlântico norte desempenham vários tipos de tarefas e certamente não investigam desastres naturais em conjugação com os testes de armas por parte de qualquer país», disse esse responsável.