A Turquia bloqueou o acesso a algumas redes sociais, depois de uma imagem do procurador turco sequestrado e baleado mortalmente por radicais de extrema-esquerda, a 31 de março, ter sido publicada por diversos meios de comunicação e partilhada por muitos utilizadores das redes sociais. O bloqueio abrange o Twitter, o Facebook e o Youtube. 

Mehmet Selim Kiraz foi sequestrado no tribunal central de Istambul por dois homens armados, que pertenciam a um grupo de extrema-esquerda, a Frente Partidária de Libertação do Povo Revolucionário (DHKP-C). Kiraz estava a investigar o caso de Berkin Elvan, um jovem de 14 anos que ficou gravemente ferido durante um protesto antigoverno e que, após ter estado nove meses em coma, acabou por morrer. 

Os sites ficaram inacessíveis depois de a Justiça turca ter enviado uma ordem nesse sentido às empresas responsáveis pelo serviços de Internet.

No total foram cerca de 166 os sites que partilharam a imagem do incidente, que mostrava os raptores a apontar uma arma à cabeça de Kiraz.

O Youtube publicou o texto da decisão do tribunal dizendo que uma «medida de administração» tinha sido decretada pelas autoridades de telecomunicações da Turquia. 

Depois da morte de Kiraz, a polícia turca prendeu vários indivíduos que acredita terem ligações ao grupo, um dos quais um cidadão britânico.

Esta não é a primeira vez que as autoridades turcas bloqueiam o acesso de redes sociais. Já o ano passado, no período anterior às eleições de março de 2014, uma medida semelhante foi tomada devido à publicação de vídeos que sugeriam que o então primeiro ministro, Recep Tayyip, era corrupto.