Cerca de 58 milhões de turcos vão pronunciar-se, em referendo, este domingo, se querem ou não, alterar a Constituição, adotada em 1982. Em cima da mesa estão 18 alterações ao documento, que devem entrar em vigor até 2019.

De todas as propostas, a mais importante irá determina se a Turquia mantém um sistema parlamentar ou se muda para um regime presidencialista.

Se o sim vencer, significa que deixará de existir um primeiro-ministro e o presidente terá todo o poder decisivo no país, à semelhança do que acontece nos Estados Unidos. Se ganhar o não, tudo ficará na mesma, até Recep Tayyip Erdogan decidir qual será o próximo passo.

O presidente turco e o primeiro-ministro já votaram. Erdogan chegou à mesa de voto sorridente, cumprimentou várias pessoas e saiu rodeado de seguranças, dirigindo-se para a multidão que o aguardava na rua.

Recep Tayyip Erdogan defendeu que o referendo em curso no país com vista ao reforço dos seus poderes é um escrtutínio para garantir o futuro da Turquia.

Se Deus quiser, a nossa nação, aqui e no estrangeiro, avancará em direção ao futuro depois de ter sido feita a escolha esperada", declarou Erdogan, depois de votar em Istambul, realçando que o referendo não é um escrutínio "vulgar" para transformar o sistema de governo da Turquia.