A polícia turca lançou este domingo um raide contra diversos órgãos de comunicação, por todo o país. Pelo menos 23 pessoas foram detidas, a maioria jornalistas, segundo a BBC.

Dois dos alvos foram uma televisão e um jornal ligados ao clérigo muçulmano Fethullah Gulen, um antigo aliado do presidente, atualmente a viver nos Estados Unidos. 

Com palavras de ordem como «a imprensa livre não pode ser calada», dezenas de pessoas protestaram contra as detenções no exterior do jornal, em Istambul. 
 
A operação marca uma escalada no combate aos críticos do presidente Recep Tayyip Erdogan e, em especial, à chamada Rede Gulen. 
 
Além de Istambul, houve detenções noutras cidades do país. A repressão foi denunciada por associações turcas de jornalistas.  

UE condena

Entretanto, a União Europeia já veio criticar a violação da liberdade de imprensa na Turquia. Dois altos responsáveis comunitários denunciaram a operação da polícia turca, considerando-a contrária «aos valores europeus» que o país prometeu respeitar no quadro da adesão à UE.

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Frederica Mogherini e Johannes Hahn, comissário responsável pelas negociações sobre o alargamento criticaram em comunicado conjunto as operações da polícia turca considerando-as «incompatíveis com a liberdade de imprensa».