Um atentado junto a uma paragem de autocarros, perto do parque Guven, em Ancara, Turquia, fez, este domingo, pelo menos 37 mortos e 125 feridos, indicou o ministro da Saúde, citado pela Reuters.

Mehmet Muezzinoglu tinha anunciado no domingo que das 125 pessoas a receber tratamento em hospitais da capital, 19 encontram-se em estado crítico. Esta segunda-feira, o ministro disse que há ainda 71 pessoas internadas no hospital, 15 em estado crítico.

A explosão terá sido causada por um carro armadilhado quando este colidiu com um autocarro.

As autoridades turcas confirmam que se tratou de um ataque suicida, e os primeiros indícios sugerem que o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), ou um grupo afiliado, pode estar por detrás do atentado.

"De acordo com os primeiros indícios, parece que o ataque foi realizado pelo PKK ou uma organização afiliada", afirmou fonte oficial da polícia à Reuters.
 

Até ao momento nenhum grupo terrorista reivindicou o atentado.

O ministro do Interior da Turquia anunciou que o nome da organização responsável pelo atentado será revelado amanhã, quando a investigação estiver completa.

"Acredito que a investigação estará concluída amanhã, e a conclusões serão anunciadas", disse Efkan Ala.

A agência Reuters tinha avançado anteriormente que foram ouvidos tiros após a explosão, enquanto várias ambulâncias chegavam ao local.

Testemunhas afirmaram que o fumo da explosão podia ser avistado a 2,5 quilómetros.

O presidente turco, Tayyip Erdogan, já lamentou os atentados deste domingo, e afirmou que a Turquia nunca vai desistir do direito de se defender.

Erdogan disse que as organizações terroristas atacam civis porque estão “a perder” a batalha contra as forças de segurança e militares, e que a Turquia se tornou um alvo devido à instabilidade regional dos últimos anos.

Não diminuirá a nossa determinação na luta contra o terror, pelo contrário vai tornar-nos mais decididos”, lê-se num comunicado publicado no site da presidência.

NATO condena atentado e reitera solidariedade com a Turquia

A NATO já condenou o atentado de hoje e reiterou a solidariedade da Aliança Atlântica para com a Turquia e a sua determinação em combater o terrorismo.

“Condeno fortemente o atentado de hoje junto a uma paragem de autocarro no centro de Ancara”, disse em comunicado o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, antes de sublinhar que não pode existir qualquer justificação para “um ato de violência tão atroz”.

Stoltenberg reiterou que “todos os aliados estão do lado da Turquia, em solidariedade, e decididos na sua determinação em lutar contra o terrorismo em todas as suas formas”.

Redes sociais bloqueadas após os ataques

Poucas horas depois do ataque terrorista, o tribunal de Ancara ordenou o bloqueio ao acesso às redes sociais Facebook e Twitter, e outros sites, depois de imagens da explosão terem sido partilhadas por testemunhas.

Segundo a CNN turca e NTV, vários utilizadores queixaram-se de problemas com o acesso às redes sociais.

O mesmo aconteceu no ano passado, quando foram partilhadas fotografias de um procurador feito refém, de arma apontada à cabeça, por militantes da extrema esquerda.