Depois da tentativa de golpe de Estado e da polémica em torno da reposição da pena de morte na Turquia, o presidente Recep Erdogan anunciou, esta quarta-feira, que o país vai estar três meses de estado de emergência.

Numa declaração à nação, em Ancara, o presidente Erdogan disse que a ação militar pode ainda não ter terminado.

Desde a tentativa de golpe de estado do passado dia 15 de julho, Ancara já deteve mais de 50 mil pessoas. Erdogan afirma que as detenções não são inconstitucionais nem violam as leis turcas ou o direito à liberdade dos cidadãos.

O chefe de estado turco falou depois de ter presidido a uma reunião do conselho de ministros. Segundo a Reuters, o chefe de Estado da Turquia referiu que esta decisão consta na constituição do país e que os países europeus não têm o direito de criticar a decisão da Turquia em declarar estado de emergência.

Antes, Erdogan tinha participado numa reunião do conselho de segurança nacional, que o aconselhou a anunciar o estado de emergência.

Erdogan anunciou ainda que as forças armadas turcas vão continuar sob a tutela do governo.

O presidente turco referiu-se ainda ao corte no rating pela agência de notação Standard and Poor's e disse que tal penalização não reflete a realidade da economia no país. Erdogan afirma que a Turquia não tem problemas de liquidez e que o banco central tem a situação controlada.

A agência de notícias Reuters escreve ainda que o presidente turco garantiu que não vai abandonar a disciplina fiscal praticada no país.

No que respeita à disciplina imposta pelas autoridades, Erdogan afirmou que as forças militares estão em sintonia com o Governo turco. Recep Erdogan garantiu que vai continuar a trabalhar como presidente e chefe das forças armadas para limpar o "vírus" dentro do exército.