A polícia turca deteve esta segunda-feira quatro suspeitos da autoria da ameaça de ataque à embaixada dos Estados Unidos na capital da Turquia, Acara, noticiou a agência estatal turca, Anadolu.

As detenções ocorreram após a embaixada ter sido fechada no seguimento de uma ameaça não especificada.

De acordo com a Anadolu, as forças policiais detiveram quatro elementos de nacionalidade iraquiana suspeitos de ligações à ameaça.

Dois dos elementos foram intercetados num autocarro, durante uma operação de segurança numa autoestrada, tendo revelado informações que levaram à detenção dos outros dois na cidade de Samsun, a cerca de 300 quilómetros de Ancara.

A segurança foi reforçada no exterior da embaixada norte-americana, com a polícia a revistar vários pedestres antes de permitir o acesso à rua.

Durante a noite de domingo, a embaixada comunicou, no site oficial, que o edifício estaria fechado devido a uma ameaça à sua segurança, pedindo aos cidadãos que evitassem a embaixada, grandes multidões e que se mantivessem discretos.

O vice-primeiro-ministro turco, Bekir Bozdag, confirmou que a embaixada norte-americana e os serviços de informação turcos partilharam informações, levando a “importantes resultados”.

Durante a manhã de hoje, as autoridades de Ancara detiveram 12 pessoas por suspeitas de pertencerem ao ‘Estado Islâmico’ estando ainda à procura de outros oito, noticia a Anadolu.

Em comunicado, um representante do Ministério Público em Ancara anunciou que todos os detidos são estrangeiros e que estavam, alegadamente, a recrutar membros para o grupo do ‘Estado Islâmico’.

Bozdag disse hoje que extremistas islâmicos conduziram 20 ataques na Turquia, matando um total de 310 pessoas e ferindo outras 967.

Desde 2011, as autoridades turcas detiveram 4.043 extremistas islâmicos, dos quais 2.000 eram “terroristas estrangeiros”, acrescentou o vice-PM.

A ameaça surge dias após um ataque à embaixada francesa e ao Estado-Maior das Forças Armadas no Burkina Faso, que na sexta-feira matou pelo menos 16 pessoas.