Um tribunal de Ancara decretou hoje a prisão preventiva para três antigos diplomatas turcos por alegado envolvimento no golpe de Estado falhado de 15 de julho, entre eles um antigo conselheiro do ex-presidente Abdullah Gul, disse a agência Anadolu.

Pela primeira vez, uma figura ligada à liderança política foi implicada no golpe.

Gurcan Balik, Ali Findik e Tuncay Babali são suspeitos de terem ligações com Fethullah Gulen, exilado nos Estados Unidos e acusado de ter orquestrado o golpe de Estado, precisou a agência estatal.

Balik é uma figura proeminente e foi o conselheiro para a política externa de Gul, presidente de 2007 a 2014, ano em que entregou o cargo a Recep Tayyip Erdogan. Trabalhou também como conselheiro do antigo primeiro-ministro Ahmet Davutoglu.

A tentativa de golpe de Estado provocou mais de 240 mortos e mais de 2.000 feridos.

A Turquia decretou o estado de emergência durante três meses e desde então tem levado a cabo uma verdadeira "limpeza" em vários setores da sociedade, afastando opositores do regime. O governo de Recep Tayyp Erdogan já fez milhares de detenções

Mais de 60.000 pessoas foram detidas ou suspensas de funções em áreas tão distintas como a educação, os media ou a justiça. Casos de tortura, espancamentos e violações de vários detidos foram denunciados pela Amnistia Internacional.