O Egito pretende aumentar o número de câmaras de segurança em hotéis e destinos turísticos populares. A medida foi anunciada pelo ministro do Turismo egípcio, Hisham Zaazoua, e faz parte de um conjunto de ações que tem como objetivo impulsionar o setor do turismo no país, que tem sido afetado pelo conflito político que perdura há três anos.

Desde a queda do antigo presidente Hosni Mubarak, em 2011, a situação de instabilidade no país levou a que os hotéis, as praias e os locais de culto como as famosas pirâmides tenham registado uma menor afluência de turistas.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, se em 2010 o Egito recebeu cerca de 14 milhões de turistas, em 2013 apenas 9,5 milhões de estrangeiros visitaram o país, de acordo com os dados do Governo.

Mas há mais medidas para implementar neste âmbito. O governo quer criar um sistema de verificação de antecedentes destinado aos trabalhadores do setor, quer reforçar a segurança nos aeroportos e criar um sistema de monitorização de padrões de saúde em hotéis.

No caso das Pirâmides de Gizé, o governo quer ainda melhorar o acesso à área e colocá-la sob a vigilância de uma empresa de segurança privada.

As iniciativas parecem ter boas intenções, mas, para muitos, voltar a colocar o país numa posição privilegiada do turismo mundial não será tarefa fácil.

Depois de o presidente Mohammed Morsi, eleito democraticamente em 2012, ter sido derrubado pelo antigo chefe do exército e agora atual chefe de estado Abdel Fattah al-Sissi, os protestos e os conflitos alastram-se um pouco por todo o território.

Centenas de membros da Irmandade Muçulmana têm sido detidos e condenados à pena de morte ou a longas penas de prisão.

Por outro lado, vários casos de assédio sexual a turistas do sexo feminino em hotéis na costa do Mar Vermelho têm sido muito noticiados.

Zaazoua mostra-se, contudo, confiante no futuro, referindo que os últimos meses de julho e agosto já deram sinais positivos nesse sentido.