Pelo menos sete pessoas foram mortas e três dezenas ficaram feridas em Derna, na Líbia, durante um protesto contra o Estado Islâmico.

Segundo a agência Reuters, que cita habitantes locais, os jihadistas dispararam contra uma multidão de manifestantes, que se dirigiu para a principal base do grupo na cidade, após as orações de sexta-feira.

Estes incidentes acontecem dias depois de combates entre militantes do Estado Islâmico e elementos de um grupo rival ter provocado duas dezenas de mortos na cidade.

A violência estalou depois do líder do grupo islamista Majlis al-Shura ter sido morto por não ter jurado fidelidade ao líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi.

“Nós avisámos os militantes do Estado Islâmico para pararem com os seus atos criminosos, mas eles cometeram ainda mais crimes”, indicou na altura o grupo Majlis al-Shura, num comunicado em que declarou guerra santa aos islamistas de al-Baghdadi.


O Estado Islâmico está a crescer rapidamente na Líbia. Em grande medida, capitalizando o caos em que se encontra o país, dividido entre dois governos rivais, que se combatem entre si. 

Além de controlarem a cidade de Sirte e Harawah, os jihadistas têm atacado campos de petróleo, embaixadas e espalhado o terror. Em abril, reivindicaram dezenas de execuções de cristãos etíopes e egípcios no país.  

Ataque a consulado tunisino

De Trípoli chegam informações de que esta sexta-feira um grupo de homens armados tomou de assalto o consulado tunisino na cidade.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Tunísia, pelo menos 10 elementos do pessoal diplomático foram sequestrados. 
   
A Tunísia é um dos poucos países que que continua a ter uma representação diplomática em Trípoli, depois da cidade ter passado a estar sob controlo de um governo não reconhecido pela comunidade internacional. 

O executivo reconhecido funciona agora na cidade costeira de Tobruk, no nordeste do país.