«Agora já consigo ver [a Lilly] a acabar o liceu, a casar e a dar comigo em doida. É tão difícil de imaginar. Estou tão feliz».


São os desejos de qualquer mãe para os seus filhos. Era tudo aquilo que até agora Erika Decker não podia pensar.
As palavras desta mãe, recolhidas pelo «Columbus Dispatch» na véspera de Natal, parecem retratar um verdadeiro milagre na vida da menina norte-americana de dez anos e da sua família.

Lilly tinha até há menos de dois meses um diagnóstico que era uma verdadeira sentença de morte. Padecia de um tumor no cérebro que não era «operável» e que estava a crescer gradualmente.

Mas, a entrada de um novo chefe de neurocirurgia no Nationwide Children Hospital, nos Estados Unidos, trouxe uma esperança renovada a estes pais.

O médico Jeffrey Leonard é, nas palavras da própria Lilly, «espetacular».  Feitos exames, o neurocirurgião reuniu com a família e ficou agendada a cirurgia para antes do Natal. Lilly abriu os presentes, em casa, junto à árvore, e foi para o hospital.

A cirurgia correu bem e o tumor foi retirado na totalidade. O médico mostra-se «cautelosamente otimista». Lilly já acordou e reagiu aos primeiros estímulos, mas só dentro de semanas se saberá se Lilly ficou com alguma sequela.

Os pais já conseguem ver o futuro da menina depois de seis anos de «angústia». Lilly também deixou planos feitos: pintar uma caneca para o 16º aniversário do irmão.