Notícia atualizada às 9:12

Tiago Castro é um português de 28 anos que está há dois meses no Chile e cumpriu a ordem de evacuação devido à ameaça de um tsunami que surgiu depois de um sismo de 8.2 de magnitude ter abalado a costa do Chile. Ao tvi24.pt disse que apesar de estarem à espera das ondas, «as pessoas estão calmas e habituadas».

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Tiago, que emigrou para o Chile devido à falta de trabalho em Portugal, estava em Taltal, na província de Antofagasta, a 700 quilómetros de Iquique, mas também uma zona costeira, quando se deu o sismo.



«A evacuação foi rápida e não houve grande congestionamento. Estamos à espera das primeiras ondas. Fomos de carrinhas dois quilómetros para este da costa, a uns 500 metros de altura», contou Tiago ao tvi24.pt.

«Estamos à espera que as autoridades libertem o aviso. No mínimo demoram duas horas, mas pode ir até 24 horas. Já houve cinco réplicas na ordem dos 5.0 graus na escala de Richter», especificou.

Tiago Castro diz também que não há pânico nas ruas, uma vez que «as pessoas estão calmas, estão habituadas. Desde o incidente de há quatro anos atrás, que ao mínimo aviso alertam e evacuam a costa». Em fevereiro de 2010, o Chile foi atingido por outro forte sismo, que atingiu a magnitude de 8.8, e fez mais de 700 mortos.



Na manhã desta quarta-feira, Governo do Chile confirmou a morte de cinco pessoas como consequência do terramoto de 8,2 na escala de Richter que abalou as regiões de Arica e Parinacota, no extremo norte do país. O Governo chileno declarou estado de catástrofe. O alerta de tsunami na região tem vindo a ser levantado, depois de ondas de dois metros terem provocado algumas inundações.

O terramoto desta noite no Chile foi aproveitado por 300 reclusas de um estabelecimento prisional em Iquique para se evadirem da prisão. Algumas delas foram recapturadas pouco depois e as autoridades reforçaram o contingente policial no local.