A sinagoga de Gotemburgo, a segunda maior cidade da Suécia, foi alvo, na noite de sábado, de uma tentativa de fogo posto, anunciou a polícia que investiga os motivos na origem do incidente.

“Um objeto em chamas foi lançado contra o edifício, mas não fez deflagrar” um incêndio, explicou o porta-voz da polícia Lars Tunefjord à agência local TT, indicando que o motivo do ataque está a ser investigado.

O incidente ocorreu pouco depois das 22:00 (21:00 em Lisboa).

“Um grupo de pessoas, com máscaras, lançou objetos em chamas para o átrio da sinagoga”, escreveu a comunidade judaica no seu ‘site’, indicando que não foram registados feridos e que se desconhecia a existência de eventuais danos.

Testemunhas ouvidas pelos ‘media’ falaram de cocktails Molotov, mas a polícia sueca não confirmou.

Duas dezenas de jovens que se encontravam numa sala adjacente refugiaram-se na cave até poderem deixar o local em segurança.

“Os acontecimentos dos últimos dias entre Trump e Israel e os conflitos entre Israel e a Palestina são o tipo de coisas que levam hoje em dia a maiores ameaças”, advertiu o responsável da comunidade judaica, Allan Stutzinsky, em declarações ao jornal local GT, citadas pela agência de notícias francesa AFP.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu, na quarta-feira, Jerusalém como capital de Israel, tornando-se no único país do mundo a tomar essa decisão, a qual representa uma rutura com décadas de neutralidade da diplomacia norte-americana no âmbito do dossiê israelo-palestiniano.

A controversa decisão de Trump foi recebida com hostilidade pela diplomacia internacional, com a exceção de Israel, e com condenação pelo mundo árabe, que convocou protestos em Jerusalém, Faixa de Gaza e Cisjordânia.

Pelo menos dois palestinianos morreram em bombeamentos do exército israelita na madrugada de sábado contra as forças do movimento islâmico Hamas na Faixa de Gaza, elevando para pelo menos quatro o número de vítimas mortais nos confrontos, segundo as autoridades palestinianas.

Os confrontos estalaram depois de movimentos islâmicos palestinianos ter apelado na sexta-feira a que se cumprissem três dias “de raiva” em protesto contra a decisão unilateral do Presidente dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.