A Rússia deu início a exercícios militares perto da fronteira com a Ucrânia, esta quinta-feira, em resposta ao uso da força contra os separatistas pró-russos no leste do país, por parte das autoridades de Kiev.

Segundo a Reuters, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, diz que a Rússia será forçada a agir, depois do início dos exercícios militares da NATO na Polónia e países Bálticos, e dos ataques contra os separatistas.

«Se esta máquina militar não for travada, vai conduzir a um maior número de mortos e feridos. Os exercícios planeados pelas forças da NATO na Polónia e nos países Bálticos não promovem a normalização da situação na Ucrânia», afirmou Shoigu.

«Somos forçados a reagir a este tipo de desenvolvimentos».

O presidente Vladimir Putin já tinha avisado sobre possíveis consequências de uma reação que envolvesse o exército ucraniano contra civis.

Por sua vez o presidente interino da Ucrânia, Oleksander Turchinov apelou à Rússia que remova as tropas da fronteira, que pare de intervir nos assuntos internos do país e cesse com todo o tipo de «chantagem».

Vladimir Putin avisou que as ações contra os separatistas vão colocar em causa as eleições presidenciais do dia 25 de maio.