O britânico Shrien Dewani sentou-se finalmente esta segunda-feira no banco dos réus, na Cidade do Cabo, na África do Sul, para responder às acusações de que terá sido ele a encomendar a morte da mulher durante a lua-de-mel, na África do Sul.

O crime ocorreu em 2010. O casal circulava num táxi quando aparentemente foi alvo de um assalto. Shrien Dewani explicou que um homem tinha apontado uma arma a ambos e que, a dada altura, ele foi atirado para fora do carro. O corpo de Anni foi encontrado no dia seguinte, assassinada com um único tiro.

O marido sempre negou qualquer envolvimento na morte da mulher, de nacionalidade sueca. O taxista e outros dois homens já cumprem pena de prisão pela morte de Anni Dewani, mas o Ministério Público sul-africano sempre desconfiou da versão de Shrien Dewani. O homem que matou Anni era um assassino contratado e as autoridades judiciais sempre têm suspeitado de que o empresário fora o mandante do crime. Estas são suspeitas que Shrien Dewani, de 34 anos, sempre tem negado, tal como também tentou sempre evitar a extradição para a África do Sul.

Quatro anos depois da morte da sueca de 28 anos, a família da vítima quis assistir ao julgamento do viúvo. O pai de Anni disse à BBC que quer «respostas e justiça». Respostas que devem chegar até dezembro, altura que deve terminar o julgamento.