O julgamento por genocídio, de dois antigos dirigentes dos Khmer Vermelhos, foi adiado esta sexta-feira por um tribunal do Camboja, apoiado pelas Nações Unidas, para janeiro de 2015.
 
Nuon Chea, de 88 anos, conhecido como «Irmão Número Dois», e Khieu Samphan, 83, presidente do que os Khmer Vermelhos designaram de «Governo do Kampuchea Democrático», foram condenados, em agosto, num processo diferente, mas pelo mesmo tribunal, a penas de prisão perpétua por crimes contra a Humanidade, sendo que ambos recorreram da decisão.
 
As condenações aconteceram 35 anos depois da queda do regime Khmer Vermelho, que fez cerca de dois milhões de mortos no Camboja durante os quatro anos em que dominou o país (1975-1979).