Mais de 12 anos depois, a Rússia foi condenada pelo massacre de Beslan, a tomada de reféns numa escola que resultou na morte de 330 pessoas. 

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos sentenciou Moscovo a pagar quase três milhões de euros a mais de 400 queixosos, sobreviventes e familiares de vítimas, por considerar que a Rússia cometeu "falhas graves". Moscovo já afirmou que a sentença é inaceitável.

As forças de segurança terão usado indiscriminadamente armas e explosivos no assalto à escola provocando um aumento de mortes entre os reféns.

O sequestro foi a 1 de setembro de 2004. Os rebeldes armados fizeram mais de mil e 200 reféns numa escola da Ossétia do Norte, exigindo o fim da guerra na Chechénia.

Mais de 330 civis foram mortos, entre eles 186 crianças, e 750 foram feridos no assalto das forças russas, que aconteceu dois dias depois.

O tribunal afirmou que autoridades sabiam que poderia haver um ataque terrorista contra uma escola da região e, mesmo assim, não reforçaram a segurança do estabelecimento nem avisaram funcionários e público da ameaça.