A pena de morte é uma coisa «aberrante» para a ministra australiana dos Negócios Estrangeiros. Julie Bishop prometeu esta segunda-feira lutar até ao fim pela vida dos dois australianos que estão no corredor da morte por narcotráfico na Indonésia.

«O Governo australiano é contra a pena de morte em todas as instâncias e tem sido uma posição consistente de todos os governos há muitos anos e, por isso, somos contra uma situação em que cidadãos do país estejam prestes a ser executados», disse, citada pela Lusa.

Os australianos Myuran Sukumaran e Andrew Chan estão no mesmo corredor da morte onde, no domingo, foram executados, por fuzilamento, seis réus por crimes de tráfico de droga. Um deles era um cidadão brasileiro, Marco Archer, executado no domingo. Tinha sido preso em 2004 com 13 quilos de cocaína.

A propósito destas condenações, a Amnistia Internacional tinha pedido ao Governo da Indonésia o adiamento das execuções, alegando que constituem um «grave passo atrás» no que toca ao respeito pelos direitos humanos. Não foi escutada. 

Um dos presos é de nacionalidade indonésia e os restantes cinco são estrangeiros: um brasileiro, um holandês, dois nigerianos e um vietnamita.