O antigo líder político dos sérvios da Bósnia Radovan Karadzic recorreu da sentença a 40 anos de prisão por genocídio e acusou os juízes de terem realizado um "processo político".

Nos documentos apresentados, Karadzic indica 50 razões para recorrer da sentença do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPIJ), garantindo ser vítima "de um processo político encenado para confirmar a diabolização do povo sérvio da Bósnia e ele próprio", afirmou o advogado Peter Robinson, em comunicado.

No veredicto histórico de 24 de março passado, os juízes do TPIJ reconheceram Radovan Karadzic culpado de genocídio pelo assassínio de cerca de oito mil homens e rapazes muçulmanos em Srebrenica, em julho de 1995, no pior massacre cometido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.