A Austrália vai conceder mais poderes às suas agências de segurança para combaterem o terrorismo nacional e fazerem frente a um possível regresso ao país dos jihadistas australianos, revelou esta quarta-feira o primeiro-ministro Tony Abbott.

As agências vão receber 630 milhões de dólares australianos (438 milhões de euros) adicionais do Governo que calcula que, pelo menos, 160 australianos estão no Médio Oriente em apoio e nas lutas dos grupos radicais da região.

De acordo com a cadeia ABC, os serviços secretos australianos alertaram o Governo que a ameaça terrorista islâmica global vai aumentar nos próximos cinco anos devido ao aumento da presença de jihadistas em mais países.

Tony Abbott explicou em conferência de imprensa que o novo pacote de medidas legais irá «facilitar a identificação, acusação e julgamento de pessoas que se associaram a atividades terroristas no estrangeiro».

Entre as medidas previstas, o Governo australiano prevê tipificar como delito viagens para determinadas zonas «sem uma justificação válida», acrescentou o chefe do Governo.

A polícia australiana emitiu ordens de prisão para jihadistas australianos que surgiram em imagens difundidas através das redes sociais revelando várias cabeças de soldados sírios que foram decapitados.

As leis australianas sancionam com penas até 20 anos de cadeia os nacionais que participam em conflitos armados no estrangeiro.