O tiroteio ocorrido na noite de quinta-feira em Paris, que vitimou um polícia e feriu gravemente dois outros, foi já reivindicado pelo Daesh, o autointitulado Estado Islâmico, através do seu canal de propaganda, a agência Amaq.

De acordo com o jornal Le Figaro, o Daesh diz que o atacante era belga. Um mandado de captura terá sido emitido pelas autoridades francesas contra um indivíduo que viajou de comboio, da Bélgica para Paris. Que poderá, contudo, não ser o atirador que acabou por morrer nos Campos Elísios, abatido pela polícia. 

Fonte policial revelou à agência Reuters que o atirador abatido estava referenciado pelos serviços de segurança, como extremista. Sabe-se também que foram levadas a cabo buscas após o ataque, nomeadamente, na casa do atacante abatido, no leste de Paris.

Tiros e mortes no coração de Paris

Um porta-voz do Ministério do Interior francês esclareceu, cerca das 22:00 em Lisboa, que apenas um agente da polícia morreu, estando dois feridos em estado grave. A informação do segundo óbito havia sido avançada pela agência noticiosa Reuters e por outros meios de informação franceses, com base em fontes policiais.

O tiroteio ocorreu quando cerca das 21:00 locais, 20:00 em Lisboa, um homem que saiu de um carro, frente ao número 102 na avenida dos Campos Elísios, em Paris, e abriu fogo contra uma viatura da polícia que estaria parada num semáforo vermelho.

O atirador terá usado uma arma automatica. Depois de disparar, fugiu, voltou a alvejar agentes, ferindo pelo menos dois, sendo então abatido pelas forças policiais.

Posso dizer que, de acordo com as primeiras constatações, os polícias foram diretamente visados", referiu o porta-voz, Pierre Henry Brandet.

Foi usada uma arma automatica contra a polícia, uma arma de guerra", sublinhou o porta-voz, Pierre-Henry Brandet.

Ao assegurar que apenas um polícia morreu até ao momento, o Ministério do Interior afirma também que não há outras intervenções de segurança em curso na avenida dos Campos Elísios.

O gabinete francês de luta contra o terrorismo abriu um inquérito sobre a ocorrência.

A agência Reuters noticiou, entretanto, que novos disparos foram ouvidos perto da zona dos Campos Elísios, cerca de uma hora depois do primeiro tiroteio. E teve também acesso ao mandado de captura emitido pelas autoridades francesas, contra um indivíduo que terá chegado a Paris, de comboio, a partir da Bélgica.

A hipótese do atirador ter um cúmplice é admitida pelo MInistério do Interior. De acordo com o jornal Le Figaro, a polícia recolheu depoimentos de diversas testemunhas que estavam no local no momento para confirmar, ou não, "a existência de um potencial segundo assaltante". As autoridades esperam também que as ações, entretanto, realizadas ajudem a confirmar a informação.

Polícia patrulha Paris

Após o tiroteio, a polícia intensificou o patrulhamento na cidade, com um helicóptero a sobrevoar a zona.

A polícia solicita à população para evitar aquela zona dos Champs Elysées, a mais conhecida avenida parisiense.

Através da rede Twitter, várias pessoas divulgaram imagens e videos da grande avenida parisiense e sobretudo da zona onde ocorreu o tiroteio, sendo visível uma forte concentração de elementos da polícia.

Entretanto, algumas estações de Metro foram encerradas, a George V, Franklin Roosevelt et Champs-Elysees-Clemenceau.

Presidente em reunião de crise

François Hollande esteve reunido com o primeiro-ministro, Bernard Cazeneuve, e com o ministro do Interior, Matthias Fekl.

Bernard Cazeneuve, primeiro-ministro já endereçou publicamente os sentimentos às forças policias alvejadas.