O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou na quinta-feira uma mensagem de condolências ao Presidente francês, François Hollande, face ao atentado em Paris, que provocou a morte de um polícia e feriu outros dois.

Foi com grande consternação que tomei conhecimento do atentado terrorista que acaba a ocorrer em Paris, em plenos Campos Elísios”, escreveu Marcelo Rebelo de Sousa, na página da internet da Presidência da República.

Em seu nome e em nome do povo português, Marcelo Rebelo de Sousa, escreveu ao Presidente da França, François Hollande, para transmitir as suas condolências, “bem como toda a solidariedade para com o povo francês”, particularmente, “com a população de Paris”.

O Presidente da República reiterou, ainda, o compromisso de Portugal, juntamente com a França, na “defesa de uma Europa unida” e que valores como a democracia, a paz e o respeito pelos Direitos do Homem sejam sempre promovidos.

Espanha e Alemanha "ao lado" de França

Também os governos de Espanha e da Alemanha declararam-se esta quinta-feira "ao lado" de França, após o ataque em Paris.

Sigo com preocupação a informação que nos chega de Paris. Sentimos como própria a dor do povo francês nestes momentos difíceis", escreveu o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, na conta no Twitter.

 

A Alemanha está "firme e determinadamente ao lado da França", anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão na conta no Twitter.

"Notícias chocantes de Paris. Choramos as vítimas e estamos firmes e determinados ao lado da França", acrescentou.

Pouco depois, o porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, escreveu, também no Twitter, que Merkel "manifestou a sua compaixão com as vítimas e suas famílias".

O presidente dos EUA foi o primeiro líder mundial a reagir ao ataque desta quinta-feira em Paris. Donald Trump falou num "acontecimento terrível" em França, "provavelmente um ataque terrorista" nas ruas de Paris.

"É o mundo de hoje. Quando é que isto acaba?", questionou.

Um polícia foi morto e dois ficaram gravemente feridos na quinta-feira à noite quando um homem disparou contra o veículo em que seguiam na avenida dos Campos Elísios, no centro de Paris. O atacante foi morto por outros agentes da polícia francesa e um transeunte foi também atingido.

O presidente francês, François Hollande, que convocou um Conselho de Segurança para sexta-feira de manhã, afirmou que o caso está a ser investigado pela secção antiterrorista da procuradoria de Paris e que as pistas que poderão conduzir a investigação "são de ordem terrorista".

O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou já o ataque, através de um comunicado divulgado pelo seu órgão de propaganda, a Amaq.

As autoridades francesas afirmaram que o autor do ataque estava identificado como extremista por ter manifestado a intenção de matar polícias, de acordo com fontes próximas do inquérito, citadas pela AFP.