Última actualização às 16:50

Um grupo de militares invadiu o palácio presidencial do Madagáscar, horas depois do líder da oposição Andry Rajoelina ter apelado às forças de segurança para prenderem o chefe de Estado.

De acordo com a agência Reuters, houve, inicialmente, registo de tiroteio em Antananarivo, a capital do país. Na altura em que o incidente se registou, o presidente não estaria dentro do edifício. O presidente Ravalomanana ter-se-á refugiado num outro palácio, situado a dez quilómetros do centro de Antananarivo.

O líder das forças armadas do país afirmou que 99 por cento dos militares estão com o líder da oposição.

Recusa de referendo

Andry Rajoelina, principal líder da oposição, pedira às forças de segurança para prenderem o presidente do Madagáscar, depois de ter recusado uma proposta de referendo feita pelo chefe de Estado.

O antigo DJ afirmara que em conjunto com os seus apoiantes iria invadir o palácio presidencial.

Ainda antes da invasão do edifício, haviam caído dois morteiros nas imediações, mas as forças armadas negaram o envolvimento neste acto.

A luta de forças entre o presidente e líder da oposição deu origem a tumultos entre militares, protestos e pilhagens que resultaram em 100 mortos, desde Janeiro.

O líder da oposição, num discurso na terceira pessoa, pediu «que o exército, a polícia, e todos aqueles que puderem, levem o pedido da ministra da Justiça avante». «Andry Rajoelina está impaciente para ocupar o cargo», disse o próprio Rajoelina. Christine Razanamahasoa, nomeada ministra da justiça por Andry Rajoelina, que tentou formar um governo paralelo, pediu para que capturassem o presidente.

Rajoelina disse à televisão nacional esta segunda-feira que «as pessoas já se expressaram. A demissão de Ravalomanana é a solução», citou a Reuters.