Dois militares ficaram hoje feridos num tiroteio violento junto ao centro comercial de Nairobi, que foi tomado de assalto pela milícia fundamentalista islâmica Al Shabab, que provocou, pelo menos, 43 mortos e 200 feridos.

Os assaltantes terão feito reféns e o espaço está cercado por militares quenianos, com vários tanques, refere a agência AFP.

Desde outubro de 2011, quando o exército do Quénia entrou na Somália como resposta a uma onda de sequestros alegadamente perpetrados pela Al Shabab no seu território, os radicais islâmicos ameaçaram o Quénia de represálias.

Conselho de Segurança condenou ataque a centro comercial de Nairobi

O Conselho de Segurança condenou «nos termos mais fortes possíveis» o ataque de sábado contra um centro comercial em Nairobi, Quénia.

Numa declaração unânime, os 15 membros do Conselho «expressam a sua solidariedade para com o povo e o governo do Quénia num tempo de dificuldades» e reiteraram a condenação do terrorismo em todas as suas formas e a determinação em lutar contra o fenómeno.

Meia dezena de veículos militares junto ao centro comercial

Cerca de meia dezena de veículos militares foram estacionados junto ao centro comercial de Nairobi.

Um jornalista da agência Efe no local relata que entraram na rua Mwanzi, onde fica localizado o centro comercial Westgate, três tanques e três camiões militares.

O Centro de Operações de Desastres Nacionais (NDOCK na sigla inglesa) revelou, através da sua conta no Twitter, que um «número indeterminado de reféns» continua no interior do edifício que está cercado pelas Forças de Segurança do Quénia desde o início do ataque.