Sete pessoas foram encontradas mortas, com ferimentos de balas, numa quinta perto da cidade de Margaret River, no sudoeste da Austrália, afirmaram as autoridades australianas.

De acordo com o comissário da polícia estatal da Austrália Ocidental, Chris Dawson, a vítimas são três adultos e quatro crianças, acrescentando que a polícia foi informada por um telefonema anónimo feito por um homem.

"A perda de qualquer vida é trágica, mas quatro crianças e três adultos é uma tragédia significante", afirmou Chris Dawson, revelando que foram ainda encontradas duas armas na propriedade.

Os corpos de dois adultos foram encontrados fora da propriedade, enquanto os restantes cinco corpos foram encontrados dentro de casa. 

"Parece que há ferimentos de armas, mas não quero adiantar-me. Estamos a tentar localizar membros da família e amigos", acrescentou o comissário, não confirmando a identidade das vítimas.

No entanto, segundo a imprensa australiana, as vítimas são todas da mesma família. Tratam-se de uma mãe e quatro filhos e dos avós das crianças. A propriedade pertence a Peter e Cynda Miles que, nos últimos tempos, tinham a viver consigo a filha e os quatro netos. 

Há cerca de um mês, Katrina Miles tinha publicado uma mensagem no Facebook onde dizia que achava estar a ser perseguida por alguém que lhe era próximo. 

Katrina Miles e os filhos

Este poderá vir a ser o pior tiroteio em massa na Austrália, desde que um atirador matou 35 pessoas no estado da Tasmânia em 1996, levando o país a implementar leis severas relativas ao controlo de armas no país.

Em 1996, o homem, de 28 anos, que a polícia disse sofrer de perturbações mentais, abriu fogo com uma espingarda semiautomática, sobre turistas que visitavam as ruínas de uma colónia penal.