Micah Xavier Johnson é o nome de um dos atiradores de Dallas. Uma fonte do Governo revelou que Johnson fazia parte da reserva do Exército norte-americano. O homem de 25 anos manejava uma arma de fogo enquanto dizia à polícia que queria “matar brancos, em especial agentes policiais”. Johnson foi morto por uma bomba armadilhada pela polícia e transportada por um robô.

Em conferência de imprensa, o chefe da polícia, David Brown, referiu que o suspeito demonstrou o seu descontentamento com a questão das “vidas negras”. Disse ainda estar enfurecido com os “recentes tiroteios da polícia” e também com as "pessoas brancas”.

“Ele estava lúcido, expressava raiva”, acrescentou o chefe da polícia.

O suspeito garantiu também que não estava filiado em nenhum grupo e que atuara sozinho. Johson alertou, também, para a existência de bombas ao longo da cidade, o que não se comprovou.

Durante as buscas, os detetives "encontraram materiais para fabrico de bombas, coletes antibalas, espingardas, munições e um diário pessoal com táticas de combate”, acrescentou a polícia. 

O veterano de 25 anos que não tinha nenhum antecedente criminal. 

Numa intervenção no Congresso norte-americano, Paul Ryan, presidente da Câmara dos Representantes, falou a todos os congressistas, na sequência do ataque desta madrugada. Paul Rya alertou que os autores dos recentes incidentes com armas de fogo, vários ocorridos no último mês, no país, não são como eles e não os "controlarão".

Tal como o presidente disse corretamente, a justiça será feita. Temos de deixar curar e depois recomeçar”, disse Paul Ryan.

 

Tem sido uma longa semana para o nosso país e um longo mês para a América. Vimos coisas terríveis e sem senso. Todos os membros desta Câmara, todos os Republicanos e todos os Democratas querem ver menos violência com recurso a armas de fogo”, acrescentou.

Minutos depois de conhecida a identidade do suspeito, o movimento "Black Lives Matter", que organizou a manifestação, pediu através do Twitter "dignidade, justiça, respeito e não morte". O chefe da polícia afirmou que o atirador tinha sublinhado a sua dissociação com o grupo de manifestantes. 

Do tiroteio de ontem à noite, resultaram cinco polícias mortos, mais sete agentes feridos e um civil, também ferido, que foi identificado como sendo afro-americano. O ataque aconteceu no final de uma manifestação contra a morte de afro-americanos pelas forças de segurança.

O ataque de Dallas já foi considerado o maior contra agentes da autoridade, desde o 11 de setembro de 2001.