Últimas informações veiculadas pela agência de informação Reuters, que cita um diretor hospitalar de Cabul, referem que o ataque à Universidade Americana em Cabul fez para já, pelo menos, um morto e vários feridos entre a população estudantil.

Já o portal Breaking News, refere que pelo menos 14 pessoas foram levadas para os hospitais de Cabul, acrescentando que as forças de segurança cercaram a área da Universidade, sabendo que há ainda estudantes e pessoal docente encurralado no interior da escola. 

O alerta do ataque em curso foi dado por um fotojornalista da agência Associated Press, que estava nas aulas cerca das 19:00 locais, 14:30 em Lisboa. Entretanto, o presidente da Universidade norte-americana em Cabul já confirmou que a polícia entrou e está nas instalações da escola, na tentativa de resolver a situação.

O repórter Massoud Hossaini estava na sala de aula com 15 colegas quando ouviu uma explosão na zona sul do campus universitário.

Fui à janela para ver o que se passava e vi uma pessoa normalmente vestida no exterior. Ele disparou contra mim e partiu o vidro", relatou à agência de informação para a qual trabalha.

Vários estudantes barricaram-se na sala, encostando mesas e cadeiras à porta. Através da rede Twitter, alguns deram conta do ataque que estava a ser iniciado contra a Universidade, que muitos atribuíram a um possível comando talibã.

Fuga, tiroteio e polícia

O repórter Massoud Hossaini e nove colegas conseguiram fugir da Universidade através de uma porta de emergência localizada na zona norte da escola.

Entretanto, o presidente da escola, Mark English, confirmou que a polícia entrou nas instalações, pouco tempo após terem sido ouvidas as explosões e tiros de armas automáticas, um momento que terá sido fotografado.

A foto publicada como sendo do momento em que se ouviu a primeira explosão foi partilhada pelo correspondente de guerra, Mustafa Kazemi, na rede Twitter.

Há momentos, o mesmo Kazemi colocou novas fotos de estudantes a serem transportados para ambulâncias.

O ataque ainda não foi reivindicado ou atribuído a qualquer grupo, sendo que as suspeitas reaceam sobre guerrilheiros taliban, que há 15 anos combatem o governo instalado em Cabul.

Logo após ser conhecido que o ataque à Universidade estava em curso, a embaixada dos Estados Unidos em Cabul, no Afeganistão, publicou um alerta.

Entretanto, o ministério afegão do Interior, através de um porta-voz afirmou que a situação não está ainda terminada, adiantando ter havido uma detonação de um carro-bomba, após a qual homens armados entraram na Universidade.

O ataque ocorre duas semanas após o rapto de dois professores da Universidade, cujo paradeiro continua desconhecido.