Cinco detidos foram assassinados a tiro, esta terça-feira, numa prisão venezuelana, na sequência de uma disputa pela substituição de um 'pran' (cabecilha) de um grupo de réus.

Segundo as autoridades venezuelanas, os assassinatos ocorreram na Penitenciaria Geral da Venezuela, na localidade de San Juan de Los Morros, 130 quilómetros a sul de Caracas.

Dois dos falecidos eram irmãos, estando por identificar as outras três vítimas, porque os seus corpos ficaram irreconhecíveis.

Fontes não oficiais dão conta que na origem dos assassinatos estaria uma disputa pela substituição de um 'pran' e as vítimas terão sido alvo de uma emboscada.

Ainda na Venezuela, na tarde do passado domingo, as autoridades deram conta da fuga de três presos de um recinto penitenciário da Polícia de Guárico, também em San Juan de los Morros.

Os fugitivos, acusados de vários assassinatos, lograram escapar por uma janela enquanto decorriam as visitas prisionais.

Segundo o Observatório Venezuelano de Prisões (OVP), a Venezuela tem 51 estabelecimentos prisionais e capacidade para 19 mil presos mas alberga 55 mil.

Ainda segundo aquele organismo, 150 presos faleceram e outros 110 ficaram feridos, durante o primeiro semestre de 2014, em rixas e atos violentos ocorridos dentro das cadeias.

Fontes consultadas pela Agência Lusa dão conta que existem 16 portugueses em quatro cadeias venezuelanas, a maior parte em El Rodeo II, uma cadeia situada a leste da capital, que em 2003 foi preparada para receber cidadãos estrangeiros, que recebem aulas de idioma castelhano.

Não existem dados sobre a quantidade de luso-descendentes detidos, uma vez que muitos deles não têm dupla nacionalidade e para as autoridades da Venezuela eles são cidadãos venezuelanos.

O último caso conhecido é o de uma cidadã portuguesa de 37 anos que a 26 de agosto passado pretendia apanhar um voo da TAP para Lisboa com uma faixa no abdómen e nas pernas, com 20 barras de cocaína, que pesavam na totalidade 4,16 quilogramas.

A portuguesa, formalmente acusada pelo Ministério Público de tráfico ilícito de substâncias estupefacientes e psicotrópicas encontra-se detida no Instituto Nacional de Orientação Feminina, um estabelecimento prisional localizado em Los Teques, 35 quilómetros a sul da capital.

Desconhece-se ainda se existem cidadãos portugueses ou luso-descendentes na prisão onde hoje ocorreram os assassinatos.