«Os combatentes do Ébola», médicos, enfermeiros, missionários e todas pessoas que combateram o vírus, na África Ocidental, foram eleitos como a personalidade do ano de 2014 pela TIME. O anúncio foi feito, esta quarta-feira, pela própria revista na página do Facebook e no Twitter.
 
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«Arriscaram, persistiram, sacrificaram-se e salvaram-se», afirma a editora Nancy Gibbs, justificando a eleição.

«Atingiu médicos e enfermeiros em número sem precedentes, afetando infraestruturas de saúde pública que eram débeis», afirma Gibbs no site da Time.

Devido à forma de contágio, os médicos e enfermeiros que tratam os infetados correm riscos elevados de contraírem o Ébola, uma das maiores epidemias da história.

Segundo o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), a epidemia já matou 6 331 pessoas dos 17 800 casos de contágio detetados nos três países mais afetados (Serra Leoa, Libéria e Guiné), até ao dia 6 de dezembro.
Em segundo lugar, ficaram os «manifestantes de Ferguson», pelo apelo à paz e pelas críticas à justiça norte-americana e ao racismo. O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ficou na terceira posição. Putin mereceu destaque pelos primeiros Jogos Olímpicos de Inverno em território russo e pela sua firme posição face à Crimeia e à Ucrânia.

A designação da « personalidade do ano» é uma tradição anual da TIME, desde 1927, e a figura escolhida é a capa da edição de final de ano da revista. Em 2013, o Papa Francisco foi eleito a personalidade do ano e, em 2012, o título foi para o Presidente Barack Obama.