O caso está a chocar o Brasil. Thiago Henrique Gomes da Rocha foi detido, esta terça-feira, pela Polícia Civil por ser suspeito de ter matado 16 pessoas, avança a imprensa brasileira. No entanto, o suspeito de 26 anos acabou por confessar que tinha assassinado mais 23 pessoas, na sua maioria mulheres, homossexuais e sem-abrigo, para aliviar a angústia que sentia.

O jovem, que trabalhava há um mês numa empresa de segurança em Goiânia, já tinha sido detido no início do ano por roubar matrículas de motos. Nessa altura, foi-lhe apreendido um revolver de calibre 38.

A detenção de Thiago Rocha acontece após uma investigação de três meses da Polícia Civil. O brasileiro já estava a ser monitorizado há algum tempo, mas só na terça-feira é que foi preso. Os outros dois suspeitos que existiam nesta investigação foram ilibados.

Depois de detido, o homem foi sujeito a um exame de identificação criminal no Instituto Médico Legal. Em declarações ao jornal Globo, o delegado-geral diz que suspeita que se trata de um serial killer.

«Eu acredito que é um serial killer. No começo, ele matava aleatoriamente. No fim, ele estabeleceu um padrão», afirmou João Gorksi, delegado-geral da Polícia Civil.

Até ao momento, não há confirmação oficial de quantas pessoas terão sido assassinadas por Thiago Rocha, mas das 16 mortes que estavam a ser investigadas pela Polícia Civil, oito estão incluídas nos crimes referidos pelo suspeito. Ao confirmarem-se os 39 homicídios, o brasileiro torna-se num dos serial killers mais produtivos do mundo.

Entre os vários homicídios está o de uma menina de 14 anos que foi executada num parque e o de outra rapariga, com a mesma idade, atingida por um tiro enquanto esperava pelo autocarro na paragem. 

Segundo a imprensa brasileira, a maioria dos crimes não tinha qualquer parecença. No entanto, existem alguns semelhantes, em que as vítimas são atingidas por tiros vindos de uma mota em andamento. 

Apesar da confissão por parte de Thiago, a Secretaria de Segurança diz que as investigações não vão parar.

«Ouvir testemunhas, identificar novas provas, fazer buscas, analisar o material apreendido e consolidar tudo isso para o encaminhamento ao poder judiciário», disse Joaquim Mesquita, secretário Segurança de Goiânia.

Advogado diz que Thiago foi coagido

Depois da detenção de Thiago Rocha, a polícia vasculhou a casa do suspeito e afirmou ter encontrado a arma usada em seis mortes, além de recortes de jornais com notícias sobre os crimes e das placas usadas na motorizada.

Segundo o G1, foram ainda apreendidas roupas para comprar com as imagens que aparecem nas câmaras de segurança. 

O advogado de Thiago afirmou que o cliente foi coagido e que quer ter acesso a todas as provas recolhidas.

«Para mim, a priori, ele negou, ele negou os crimes. Disse que confessou estes crimes, mas que não teria sido ele. Que foi coagido», afirmou Thiago Húascar. 

Esta quinta-feira, a polícia revelou que o suspeito se tentou matar na cela - cortando os pulsos com o vidro de uma lâmpada - , mas foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros.