A Coreia do Norte vai mesmo lançar um foguete de longa-distância, em outubro, para festejar o 70º aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores. Um porta-voz de Kim Jong-un já veio a público dizer que se houver sanções por parte do mundo ocidental, estas vão ser tomadas como uma “provocação”.

Pyongyang afirma que o lançamento é um acontecimento pacífico, mas o governo americano acredita que o este é apenas um embuste para testar armamento, tanto nuclear como de mísseis.

Se o lançamento de fato acontecer, a Coreia do Norte pode esperar novas sanções e pode quebrar o acordo com a Coreia do Sul, que permitiu a reunião de famílias entre os dois países, separadas desde a guerra.

O embaixador norte-coreano, Hyon Hak-bong, avisou que o governo não ia tolerar mais penalizações ocidentais e que estas iam ser consideradas como “provocações”.

“Não temos nada a temer. Vamos avançar, definitivamente, com toda a certeza”, afirmou, acrescentando que estão prontos “para lançar a qualquer hora, em qualquer lugar”.


A Coreia do Norte está a tentar lançar um satélite para o espaço desde 2012, mas a ONU assegurou que as tentativas se trataram de uma manobra para testar mísseis, que têm a mesma tecnologia usada para lançar foguetes.

Contudo, Pyongyang continua a afirmar que não é isto que o governo está a fazer e que as sanções são injustas.

“Todos os países lançam satélites. Desenvolver um programa espacial é um direito legítimo de um estado soberano. Não iriam impor este tipo de sanções a qualquer outro país”, declarou o porta-voz.


O secretário de estado americano, John Kerry, alertou a Coreia do Norte para as “consequências severas” que o país vai sofrer, caso recomece a atividade do reator nuclear.