O cancro do estômago pode vir a ser detetado através de um simples teste de respiração. Segundo um estudo publicado no jornal «Gut», este teste pode salvar vidas devido à identificação precoce da patologia. 

Para o estudo, os cientistas do Instituto de Tecnologia de Israel e da Universidade da Letónia analisaram 484 pessoas, das quais 99 já tinham sido diagnosticadas com cancro do estômago. Caso os resultados do estudo - ainda a decorrer - sejam confirmados, o teste poderá vir a ser usado clinicamente nos próximos anos.

Segundo os investigadores, o «breathe-print» consegue medir o nível dos compostos do ar que apontam para o risco de cancro do estômago, tendo detetado 92% dos doentes com a patologia, bem como identificar com grande precisão,  através da tecnologia «nanoarray»,  os doentes com alterações nas células estomacais que correm maior risco de desenvolver a doença. 

Sendo que os sintomas (indigestão e eructação) são comuns a diversas doenças e a única forma de identificar o cancro é através de uma endoscopia (teste que consiste na introdução de um tubo que através da garganta chega ao estômago), o cancro do estômago acaba por só ser diagnosticado num estado já avançado, levando quase sempre à morte do paciente. 

Os investigadores acreditam que este novo teste tem «muito potencial» e pode ser utilizado com eficácia nos programas de rastreio do cancro de estômago e na monitoração de pessoas consideradas de alto risco.