O Parlamento Europeu aprovou, esta quarta-feira, uma resolução – sem valor legislativo – que sugere uma maior cooperação entre os Estados membros ao nível da partilha de informações de inteligência, e, entre outras medidas, a criação de uma “lista negra de jihadistas”.

A lista serviria para identificar indivíduos radicalizados, para que possam ser colocados em prisão preventiva no seu regresso à Europa, enquanto esperam por um julgamento.

A medida é uma das mais sonantes entre dezenas de propostas baseadas num relatório encomendado após os atentados de Paris em janeiro, à redação do Charlie Hebdo e a um supermercado judaico, -  e que ganha mais força após os atentados de 13 de novembro - que pretende prevenir a radicalização de europeus.

A proposta partiu da ex-ministra da Justiça francesa, Rachida Dati, e foi aprovada por 548 votos a favor, contra 110.

Como escreve a agência Reuters, ainda que a resolução não tenha qualquer valor legislativo - cabendo aos Estados 
decidir o que implementam no seu país - esta e outras propostas apelam a problemas já discutidos anteriormente relacionados com a segurança, como a necessidade de aumentar a cooperação entre as polícias dos 28 e de controlar as fronteiras externas da UE.

Entre as medidas propostas está, também, o já discutido " registo de passageiros" das companhias aéreas.

Os deputados discutiram, ainda, a criação de linhas telefónicas de denúncia de pessoas suspeitas de se terem radicalizado, a possibilidade de apreender os passaportes e congelar os bens de cidadãos que podem estar a pensar em partir para a Síria, o combate à exclusão social de minorias e a segregação de jihadistas nas prisões, para que não tentem “converter” outros detidos.