A polícia francesa deu novos desenvolvimentos sobre a investigação relacionada com a descoberta do carro com botijas de gás junto a catedral de Notre-Dame, em Paris, no fim de semana. Há fortes indícios que ligam as três principais suspeitas detidas e o Estado Islâmico e o Ministro do Interior revelou que as mulheres tinham tudo planeado para atacar ontem, quinta-feira, a Gare de Lyon.

O inspetor François Molins afirmou, esta sexta-feira, que uma das mulheres tinha na sua posse uma carta onde era explícito o apoio ao grupo terrorista e, em especial, a um dos porta-voz, Abu Mohammad al-Adnani, morto em agosto na cidade de Alepo. 

As três mulheres, detidas em Boussy-Saint-Antoine, no sudeste de Paris, são suspeitas de planear um “iminente e violento” ataque na capital francesa, tal como afirmou o ministro francês do interior Bernard Cazeneuve.

Foi emitido um alerta para todas as estações de Paris, mas sabíamos que elas planeavam um ataque na Gare de Lyon para quinta-feira", revelou o ministro do interior.

A Gare de Lyon é uma das mais movimentadas estações ferroviárias da capital francesa, situada no sudeste da cidade a cerca de três quilómetros do local onde o carro carregado de botijas de gás foi encontrado. 

A carrinha tinha pelo menos seis botijas de gás. Cinco estavam cheias, na parte de trás da carrinha, e uma estava vazia, no banco da frente.

No momento da detenção das três mulheres, um agente foi golpeado no ombro por uma das suspeitas, mas o ministro garantiu que o polícia está fora de perigo. A autora do esfaqueamento também foi ferida pelos agentes.

Gostaria de expressar a minha gratidão para com ele e os seus colegas que tiveram de abrir figo quando se aperceberam que as indivíduas estavam armadas com facas”, disse Cazenueve.

Segundo a cadeia de televisão francesa BFMTV, duas das detidas são filhas do proprietário do carro encontrado em Notre Dame. A BFTV avançou, ainda, que foram encontradas sete botijas de gás no interior da viatura, sendo que seis delas estavam cheias.

O Presidente François Hollande disse, esta sexta-feira, que as autoridades tinham na sua posse informações que permitiram evitar o ataque. O chefe de Estado aproveitou, também, para agradecer às forças de segurança por terem conseguido capturar as principais suspeitas.

França está em estado de emergência desde os atentados de Paris, em novembro de 2015, e desde essa data, as autoridades tem unidos esforços para monitorizar as potenciais ameaças dentro do território.