Angela Merkel quer o grupo dos sete países mais industrializados do mundo na liderança do combate às alterações climáticas. No último dia da cimeira dos G7, a chanceler alemã desafiou os restantes parceiros a comprometerem-se com metas concretas sobre cortes nas emissões de gases com efeito de estufa.
 
Se houver consenso, as grandes potências antecipam-se à cimeira do clima, que se realiza em dezembro, em Paris, e da qual se espera um novo acordo global, para a redução de emissões de dióxido de carbono.
 
Além do tema das alterações climáticas, a cimeira que se realiza em Kruen, nos Alpes bávaros, tem na agenda temas como o combate a epidemias, a luta contra o terrorismo e o desenvolvimento em África.

Nas discussões sobre a ameaça do Estado Islâmico e dos radicais do Boko Haram, os líderes do G7 vão contar com a presença do primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, do novo presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, e também do chefe de Estado da Tunísia, Bejo Caid Essebsi.

Este domingo, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, descreveu o Estado Islâmico como "a maior ameaça" que os países do G7 têm de enfrentar.

O grupo controla parte da Síria e do Iraque e tem realizado conquistas importantes nos dois países, apesar das operações aéreas da coligação internacional liderada pelos EUA.

Na Nigéria, os islamistas do Boko Haram pretendem também a implantação de um califado. Desde 2009, a violência espalhada pelo grupo já provocou milhares de mortos e obrigou um milhão e meio de pessoas a fugirem de casa.

Nos trabalhos de domingo do G7, estiveram em cima da mesa o conflito na Ucrânia e a crise grega.