Um menino canadiano, de apenas seis anos, foi proibido de viajar para os Estados Unidos, no Ano Novo, devido ao seu nome.

Não foi a primeira vez que Syed Adam Ahmed, que está numa lista das pessoas que não podem viajar de avião da Air Canada, teve que passar por um controlo extra por parte da segurança, mas, desta vez, o pai resolveu tirar uma fotografia ao computador do check-in e publicá-la no Twitter, gerando uma onda de indignação e solidariedade que já chegou ao governo canadiano.
 



“Por que está o nosso filho de seis anos (nascido no Canadá) numa lista de pessoas que não podem andar de avião?”, escreveu o pai no post do Twitter.


Pai e filho só queriam ir a Boston, nos Estados Unidos, ver um jogo de hóquei especial de Ano Novo. Um atraso naquele dia, no aeroporto de Toronto, mas que, para os pais, se pode tornar num problema maior no futuro, à medida que o filho vai crescendo.

Syed Adam Ahmed é natural de Ontário, no Canadá, filho de pai canadiano. A família da mãe fugiu da África do Sul no tempo do “Apartheid”.

A mãe, Khadija Cajee, disse à Global News que “o filho está a ser perseguido por ser muçulmano. E deixou uma pergunta aos governantes:


“Estão dispostos a limitar as liberdades do meu filho em nome da segurança?”


Perguntas que a mãe pode fazer aos políticos, numa reunião marcada para o Parlamento, após a comunicação social se interessar pelo caso.

O ministro da Administração Interna canadiano também já prometeu investigar a situação do menino que, desde bebé, tem sempre problemas em viajar de avião. O novo governo não exclui a hipótese de rever a legislação anti-terrorismo.

Por seu turno, a Air Canada também emitiu um comunicado em que afirma que “apenas cumpriu com as normas em vigor”, segundo o Guardian. 

A página de Twitter do pai de Syed Adam Ahmed tornou-se numa praça pública de discussão deste assunto e lá podem encontrar-se outros casos semelhantes ao do filho, que, entretanto, foram partilhados naquele espaço.

 

Apesar do contratempo, pai e filho lá seguiram para o jogo.