Mais um dos detidos na Bélgica foi acusado, nesta segunda-feira, de participação nos atentados de Paris de dia 13 de novembro, em que morreram 130 pessoas.

“O juiz de instrução especializado em casos de terrorismo colocou sob custódia um homem detido durante as operações de ontem [domingo] à noite. É acusado de participação em atividades de um grupo terrorista e do atentado terrorista” em Paris, indicou o Ministério Público belga, em comunicado, acrescentando que as outras 15 pessoas que foram detidas durante a operação de domingo à noite foram libertadas.

Com esta acusação, sobem para quatro os indivíduos acusados de terrorismo nos últimos dias, na sequência das buscas realizadas em Bruxelas, sobretudo, e a outras cidades do país.

Na sexta-feira, as autoridades belgas  acusaram um indivíduo de "envolvimento em ataques terroristas e participação nas atividades de um grupo terrorista", depois da operação policial de quinta-feira em vários bairros de Bruxelas.

As duas primeiras acusações de participação nos atentados de Paris foram feitas no início da semana passada, dois dias depois dos ataques na capital francesa. 

No total, a polícia belga fez 21 detenções, acabando por libertar 17 dos detidos, informou ainda o procurador belga, em comunicado.
 

Na sexta-feira, a Bélgica colocou Bruxelas em alerta máximo de terrorismo, face a ameaça iminente.

Nesta segunda-feira, as escolas e o metro  foram encerrados.

Diferentes operações policiais estiveram em curso no centro de Bruxelas no domingo, com as autoridades a pedirem às pessoas para não divulgarem informações ou imagens nas redes sociais sobre o que estava a suceder na cidade que pudessem chegar aos suspeitos.
 

Escolas e metros encerrados até quarta-feira


Bruxelas vai manter o alerta máximo (nível 4) de terrorismo até quarta-feira, informou o primeiro-ministro belga nesta segunda, em conferência de imprensa.

Isto significa que as escolas e o metro vão manter-se encerradas até lá, uma vez que as autoridades consideram que a cidade continua sob ameaça iminente de atentados, como os que ocorreram em Paris.

"Queremos regressar à normalidade. As escolas e o metro reabrem na quarta-feira, mas a situação do metro vai ser analisada progressivamente", explicou Charles Michel.

No resto do país, o alerta mantém-se no nível 3.

"Continuamos a enfrentar o mesmo tipo de ameaça que enfrentávamos ontem [domingo]", disse o chefe do Governo, acrescentando que os centros comerciais, as ruas com mais comércio e os transportes públicos são os principais alvos de ameaça terrorista.

Charles Michel anunciou, ainda, que o alerta será revisto na próxima segunda-feira.