Um grupo israelita de direitos humanos pede 900 milhões de euros de indemnização ao Facebook, com o objetivo de ajudar as famílias das vítimas dos ataques levados a cabo por grupos palestinianos. O grupo Shurat Hadin afirma que o Facebook violou a Lei antiterrorista dos EUA ao permitir que grupos militares como o Hamas usassem a plataforma para incentivarem à violência. As vítimas dos atentados em questão são de nacionalidade americana, ou têm dupla nacionalidade israelita e americana, e perderam a vida em ataques em Telavive, Jerusalém e na zona ocidental do país.   

A BBC noticia que o processo, aberto no Tribunal Distrital de Nova Iorque, argumenta, ao abrigo da Lei antiterrorista de 1992, que a plataforma “forneceu conscientemente apoio material e recursos  ao Hamas, facilitando a capacidade deste grupo terrorista comunicar, recrutar membros, planear e realizar ataques e lançar o medo nos seus inimigos”.  

Numa reportagem feita pela BBC em Israel, o repórter sublinhou que o incentivo ao conflito era crescente nas redes sociais.

O Hamas e outras fações radicais são responsáveis pela mais explícita e viral forma de incentivo. Estes grupos usam os media para glorificar o terrorismo e falam abertamente sobre a violência contra judeus, incluindo instruções para que os espectadores saibam como realizar os ataques”.

O Hamas comentou o processo, dizendo que não passa de uma forma dos israelitas chantagearem o Facebook. Por sua vez, o porta-voz do grupo militar, Sami Abu Zuhri, acusou Israel de transformar este processo numa ferramenta de espionagem contra os palestinianos, acrescentando que alguns políticos e soldados israelitas “expressaram orgulho sobre a morte de palestinianos” no Facebook e noutras redes sociais.

O verdadeiro teste para o Facebook é rejeitar esta pressão”, advertiu o porta-voz do Hamas.

Os representantes de Israel relembraram que, depois do incentivo à violência feito pelos palestinianos no Facebook, desenrolaram-se vários ataques que mataram 35 israelitas e quatro pessoas de outras nacionalidades.