Os Estados Unidos assumem que o Estado Islâmico se tornou a principal ameaça terrorista mundial. No topo das preocupações estão, ainda, os ataques cibernéticos. 

O diretor dos serviços de informações diz mesmo que o grupo terrorista tem uma “crescente capacidade” para lançar ataques em todo o mundo.

No relatório anual das ameaças globais, James Clapper refere que os extremistas com base nos Estados Unidos representam “a ameaça terrorista sunita mais significativa”. Estes “extremistas violentos”, como os apelida, podem ter inspirado os ataques terroristas, em 2015, nas bases militares de Chattanooga, em Tennessee, e em San Bernardino, na Califórnia.

O receio é que esse tipo de ataques deem origem a outros, "com pouco ou nenhum aviso", diminuindo a "capacidade de detetar o planeamento terrorista com prontidão". 

 

A outra ameaça

No Senado, o diretor dos serviços de informações admitiu que a proliferação de dispositivos, muitos dos quais são concebidos e comercializados com requisitos de segurança mínimos, bem como a "complexidade crescente" das redes de dados "podem ​​levar a vulnerabilidades generalizadas na infra-estruturas civis e nos sistemas de governo dos EUA".

Este aviso é, segundo a Reuters, o sinal mais recente de que a Casa Branca pretende fazer da segurança cibernética uma prioridade neste último ano de mandato do presidente Barack Obama (as eleições presidenciais são a 8 de novembro). 

A proposta de orçamento de Obama para o ano fiscal de 2017 inclui, precisamente, 19 mil milhões de dólares, pouco mais de 17 mil milhões de euros, para esse efeito. Trata-se de um aumento em mais de um terço em relação a este ano.

O governo dos EUA e empresas como a Sony Pictures e a Target têm sido vítimas de hackers altamente eficazes.