Só em 2016, o grupo terrorista terá perdido o controlo de 16% dos territórios controlados. E segundo os analistas da IHS reduziu o seu domínio sobre 28% da área que ocupava na Síria e no Iraque, desde o início de 2015: são menos 13 mil metros quadrados.

Por sua vez, segundo a mesma entidade, nos últimos três meses, desde julho, as perdas territoriais diminuíram.

Na opinião dos especialistas da IHS, esta redução parece acompanhar a diminuição de ataques aéreos da Rússia contra alvos do Estado Islâmico (EI), já que no início do ano, 26 % desses bombardeamentos tinham os guerrilheiros na mira.

Recuo dos radicais

As perdas territoriais foram relativamente modestas em escala, mas sem precedentes ao nível da sua estratégia”, afirma Columb Strack, analista-sénior de uma das publicações mais importantes da IHS, o periódico Conflict Monitor.

A redução de território não deixa, contudo, de ser significativa. O auto-intitulado Estado Islâmico teve de recuar pelo menos 10 quilómetros na fronteira da Síria com a Turquia. Já no Iraque o exército do país retomou o controlo da base aérea de Qayyarah, uma posição estratégica a 60 quilómetros de Mosul, a segunda cidade mais importante do país, ainda controlada pelos extremistas.

Entretanto, as forças iraquianas anunciaram o início de uma aguardada ofensiva para recuperar a cidade de Mosul.

As derrotas militares e a perda de território, segundo os especialistas, não supõem o princípio do fim do grupo, mas representam um avanço na recuperação territorial.

Avanços além fronteiras

Segundo um relatório da ONU, no primeiro semestre de 2016, o Estado Islâmico surgiu ligado a atentados em 11 países, que mataram mais de 500 pessoas. Esses ataques ocorreram em França, Bangladesh, Alemanha, Bélgica, Egito, Estados Unidos, Indonésia, Líbano, Paquistão, Rússia e Turquia.

Números do Centro de Contraterrorismo de Haia revelam que cerca de 4 mil europeus se terão juntado ao grupo, a partir de 2014. Desses, cerca de 15% morreram em combate e 30% regressaram ao país de origem.