O cinto de explosivos que foi encontrado, no dia 23 de novembro, num caixote do lixo público em Montrouge, comuna a sul de Paris, pertence a Salah Abdeslam, o suspeito em fuga após os atentados terroristas na capital francesa. Os investigadores analisaram o cinto de explosivos e descobriram vestígios de suor que combinam com o ADN de Abdeslam. A informação foi divulgada à CNN por uma fonte próxima da investigação.

Os investigadores estão a trabalhar com base na teoria de que que Abdeslam, cidadão francês nascido na Bélgica, tinha ordens para se fazer explodir no 18º distrito de Paris, mas acabou por desistir, revelou a mesma fonte.

No dia 14 de novembro, o Estado Islâmico reclamou, através de comunicado, a autoria dos atentados que causaram pelo menos 130 mortos no dia de 13 de novembro. No texto, o grupo jihadista fez referência a um ataque no 18º distrito, mas não há notícia de nenhum atentado ali ocorrido.

Um dia após a descoberta do cinto de explosivos, o procurador de Paris François Molins disse, em conferência de imprensa, que estava em curso uma investigação para saber se Abdeslam teria intenção de se fazer explodir no 18º distrito, e, em caso afirmativo, por que razão abandonou o plano.

Na noite dos ataques, Salah Abdeslam levou dois bombistas-suicidas ao Stade de France e, em seguida, dirigiu-se ao 18º distrito, antes de as autoridades detetarem o telemóvel dele em Montrouge e em Châtillon, a sul de Paris. Châtillon dista menos de quatro quilómetros de Montrouge, comuna do 18º distrito onde o cinto de explosivos foi encontrado. 

Salah Abdeslam, o terrorista ainda em fuga, tem sido alvo de uma série de buscas desde pouco depois dos atentados de 13 de novembro, sem que tenha ainda sido apanhado. Fontes próximas da investigação têm especulado que ele pode ter fugido para a Síria.