Mais de 450 pessoas foram mortas na região de Xinjiang no ano passado, a maioria de etnia uigur, de acordo com uma organização de direitos humanos.

Xinjiang, de maioria muçulmana, tem assistido a uma onda de violência que as autoridades apelidam de «terrorismo» por parte de «separatistas».

Apesar de a informação na área ser estritamente controlada pelas autoridades, o Projeto Uigur de Direitos Humanos, sedeado em Washington, usou dados publicados em meios de comunicação chineses e estrangeiros para a sua análise, apresentando sempre margens de erro para os seus números.

A organização afirma que entre 457 e 478 pessoas morreram no ano passado, tendo sido identificados 235 a 240 uigures e 80 a 86 han, o maior grupo étnico chinês.

O total representa mais do dobro do registado em 2013, quando 199 a 237 pessoas morreram, entre estas 116 a 151 uigures.

O aumento evidencia a «força excessiva» empregada pela China e a «deterioração do ambiente de segurança» desde que Xi Jinping se tornou Presidente, há dois anos, diz o relatório da organização.