A polícia do Canadá fez um detalhado relato do ataque contra o Parlamento canadiano na quarta-feira e disse que o seu autor, Michael Zehaf Bibeau, tinha ligações a um indivíduo referenciado pelas autoridades que foi acusado de terrorismo.

O diretor da Polícia Montada do Canadá, Bob Paulson, afirmou, em conferência de imprensa, que «o endereço de correio eletrónico de Michael Zehaf Bibeau foi detetado no disco duro» de um «conhecido indivíduo» que foi acusado de delitos de terrorismo pela Polícia Montada.

Paulson reiterou, todavia, que o ataque foi perpetrado individualmente por Zehaf Bibeau, de 32 anos, que morreu depois de ser baleado pelas forças de segurança no interior do edifício do Parlamento.

Esta quinta-feira a mãe de Michael Zehaf-Bibeau  pediu desculpas por aquilo que o filho fez e diz-se irritada com o que ele com tudo o que aconteceu.

«(Ele) Estava perdido e não se encaixava (na sociedade)», afirmou Susan Bibeau num comunicado conjunto com o marido, Bulgasem Zehaf, enviado à Associated Press.

«Não há palavras para expressar a tristeza que sentimos neste momento. Estamos muito tristes porque um homem perdeu a vida. Ele perdeu tudo e deixa para trás uma família que não sente mais nada do que tristeza e dor. Enviamos as mais profundas condolências para a família, embora as palavras pareçam bastante inúteis».

Austrália receia tentativas de imitação do ataque no Parlamento do Canadá

O primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, manifestou preocupação perante a possibilidade de haver tentativas de imitação no país oceânico de um ataque similar ao perpetrado na quarta-feira contra o Parlamento do Canadá.

«O problema é que existe uma tendência para imitar», disse Abbott ao referir-se o ataque perpetrado por Michael Zahaf Bibeau contra o Parlamento canadiano em Otava.

Abbott conversou esta sexta-feira ao telefone com o seu homólogo do Canadá, Stephen Harper, a quem expressou o seu «horror e comoção» por aquele ataque, segundo a agência local AAP.