A Arábia Saudita e os países aliados anunciaram, esta segunda-feira, a decisão de prolongar por mais 48 horas o ultimato feito ao Qatar para responder positivamente a uma lista de 13 exigências, a pedido do mediador do Kuwait na crise do Golfo.

De acordo com um comunicado publicado pela agência oficial saudita Spa, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito aceitaram prolongar o ultimato após o Qatar ter anunciado que vai entregar na segunda-feira, ao emir do Kuwait, a resposta às exigências apresentadas.

Na lista de exigências consta o encerramento da televisão Al Jazeera e de uma base militar turca, além da limitação das relações com o Irão.

A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito anunciaram o corte de relações diplomáticas com o Qatar - num gesto seguido depois por outros países como Iémen e Líbia -, acusando-o de “apoiar o terrorismo” e de manter relações próximas com o Irão, num gesto que desencadeou a mais grave crise regional desde a guerra do Golfo, em 1991.

O corte de relações diplomáticas - complementado com uma série de medidas para isolar o país, como encerramento do espaço aéreo aos meios de transporte do país - culmina anos de tensões na aliança entre os produtores de petróleo do Golfo e reflete uma irritação crescente dos países vizinhos com o apoio do Qatar a organizações que os outros Estados árabes consideram terroristas.

Esses países acusam Doha de ter ligações com “organizações terroristas e grupos sectários que procuram desestabilizar a região, entre os quais a Irmandade Muçulmana, o Daesh (acrónimo árabe do grupo autoproclamado Estado Islâmico) e Al-Qaeda”.

O Qatar rejeita as acusações, classificando-as como “calúnias injustificadas”, e garante que “está a lutar contra o terrorismo e o extremismo”, enquanto a comunidade internacional tenta arranjar forma de pôr fim a esta crise diplomática.