O número de mortos devido ao forte sismo que ocorreu na madrugada de sexta-feira na costa sul do México subiu para 90, divulgou este domingo a Proteção Civil de Oaxaca, referindo que 71 das mortes se registaram neste estado.

A Proteção Civil de Oaxaca informou que, “numa reunião de avaliação, o governador [daquele estado], Alejandro Murat, revelou que o número de mortos causados pelo terremoto aumentou para 71”, isto apenas naquele estado do sul.

Além destas mortes, registaram-se 15 no estado fronteiriço de Chiapas e outras quatro em Tabasco.

O forte sismo, de magnitude 8,2, é o mais forte dos últimos 100 anos no México.

Segundo cálculos preliminares, cerca de 50 milhões de pessoas foram expostas ao sismo, cujo epicentro foi registado no sudeste do estado de Chiapas (sul).

O abalo afetou a rede elétrica mexicana e levou ao corte de eletricidade em cerca de um milhão e 500 mil casas.

Após o terramoto, registaram-se dezenas de réplicas com magnitudes entre os 5,4 e os 5,7.

Na vizinha Guatemala, o abalo afetou mais de 4.700 pessoas e causou quatro feridos, além de provocar danos em cerca de 200 habitações. Afetou também infraestruturas, como dezenas de escolas e uma ponte.

Nas redes sociais foram partilhados vídeos que registaram o momento em que a Terra tremeu. Um dos clips mostra o Anjo da Independência, um monumento icónico da Cidade do México, a abanar.

O momento em que o sismo sacudiu o país foi transmitido em direto por um canal de televisão.

No sábado, o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, deslocou-se a Juchitán, em Oaxaca, uma das zonas mais afetadas pelo abalo, e decretou três dias de luto nacional “pelas pessoas que morreram devido ao impacto deste sismo”.