Um forte sismo de magnitude 7.8 na escala de Richter ocorreu este sábado no Nepal, segundo o Instituto de Geofísica Norte-Americano (USGS). O terramoto foi sentido em três países, fez vários feridos, mais de 1400 mortos e provocou a queda de vários edifícios históricos, nomeadamente, a Torre Dharara, que sucumbiu por completo. O governo do Nepal declarou o estado de emergência nas zonas afetadas e apelou para ajuda internacional. O governo português já declarou que os portugueses no país estão "todos bem". 

 
O terramoto ocorreu às 06:11 horas GMT (07:11 horas em Lisboa) a 81 quilómetros a noroeste de Katmandu. Seguiram-se inúmeras réplicas, tendo a mais significativa atingindo a magnitude de 6.6 na escala de Richter. O sismo teve uma profundidade de 15 quilómetros, o que contribui para os extensos danos.  



Os primeiros relatos da imprensa deram de imediato conta da dimensão da tragédia. 

“As paredes das casas estão a desabar à minha volta, sobre as estradas. Todas as famílias estão fora de suas casas, nos seus quintais. Os tremores estão ainda a acontecer”, disse um repórter da agência AFP em Katmandu.




O número de mortos foi aumentando quase de hora a hora. Os primeiros números apontavam para mais de 100 mortos. Mais tarde, a polícia avançou para uma estimativa de 449 vítimas, a maioria em Katmandu, depois 547 e depois 758 e depois mais de 800.

O balanço mais recente aponta agora para 1457 vítimas mortais, segundo declarou o ministro das Finanças do Nepal, no Twitter. 
 
O governo do Nepal já declarou o estado de emergência nas zonas afetadas e apelou para ajuda internacional.

“Precisamos de apoio das várias agências internacionais que têm mais experiência e estão mais bem equipadas para lidar com o tipo de emergência que enfrentamos”, disse o ministro da Informação nepalês, Minendra Rijal, citado pela cadeia britânica BBC.


O sismo de magnitude 7,8 na escala de Richter foi ainda sentido em regiões da Índia, China e Bangladesh, provocando também mortes neste países.

Pelo menos cinco pessoas morreram hoje no Tibete, região autónoma no oeste da China, segundo informações da Xinhua. O terramoto foi sentido em Lhasa, capital do Tibete, e várias casas no condado de Nyelam (onde se encontra Shigtse) sofreram danos, segundo a agência chinesa.

No Nepal, onde o sismo teve mais impacto, pelo menos uma dúzia de corpos foram retirados da Torre Dharara, o edifício histórico de nove andares que desabou.  A agência Reuters dá conta que dentro deste edifício, com data de 1832, podem estar ainda várias pessoas soterradas. 



Há relatos ainda de avalanches no Monte Everest, com pelo menos 18 mortos, segundo avançou um oficial do turismo do Nepal. Parte da base de acampamento ficou soterrada. 
   




 
Inicialmente, na Índia não havia informações sobre o número de vítimas, mas o primeiro-ministro informava num tweet que as autoridades estavam em processo de avaliação dos danos causados. 
 

 

Pouco depois, surgiram os primeiros números, com as autoridades indianas a avançaram com um balanço de 35 mortos.

Os meios de comunicação referiram que o sismo durou entre 30 segundos e dois minutos, tendo sido sentido em várias partes da Índia, incluindo a cidade de Nova Deli.

Este é o terramoto mais forte e atingir a região nos últimos 80 anos.