Um sismo de magnitude 7.5 foi sentido no Afeganistão, Paquistão e na Índia, esta segunda-feira, tendo feito mais de 200 mortos, de acordo com a agência Reuters. A AFP, que cita um novo balanço das autoridades locais, indica que o número de mortos subiu para pelo menos 238.

Segundo fontes locais, pelo menos 52 pessoas morreram em várias províncias do Afeganistão e 55 ficaram feridas. O terramoto fez abanar alguns edifícios na capital Cabul. 

No Paquistão, o chefe da agência da Autoridade paquistanesa de Gestão das catástrofes Naturais, Amer Afaq, disse à Reuters que o número de mortos chegou a 167. Já o porta-voz das Forças Armadas, general Asim Bajwa, confirmou a morte de 123 pessoas e afirmou que cerca de 1.000 ficaram feridas.

O epicentro do sismo foi a 213 quilómetros de profundidade, a 254 quilómetros a nordeste da capital afegã, Cabul, numa área remota do país, na cordilheira Hindu Kush. O número de vítimas deve continuar a aumentar, uma vez que as comunicações estão cortadas em grande parte dessa cordilheira, que é a área mais afetada.

Entre as vítimas mortais no Afeganistão contam-se 12 raparigas que ficaram esmagadas entre a multidão de alunos que tentava sair de uma escola de Taloqan, cidade na província de Takhar, no nordeste do país.

"Elas caíram aos pés de outros estudantes", disse Abdul Razaq Zinda, chefe provincial da Agência Nacional afegã de Gestão de Desastres, que relatou danos grandes em Takhar.

O terramoto também foi sentido em Nova Deli. Prédios tremeram na capital da Índia, levando os funcionários dos escritórios a correr para as ruas, mas nenhuma morte foi registada no país.

A muitas centenas de quilómetros, milhares de pessoas no Paquistão saíram para as ruas de Islamabad.

“Foi terrível, parecia que estávamos em 2005 outra vez”, contou à AFP um residente na capital paquistanesa.


O mesmo residente recordou o abalo de magnitude 7,6 que há dez anos abalou Caxemira, região no sopé dos Himalaias dividida entre o Paquistão e a Índia, provocando mais de 75 mil mortos. Ao contrário do sismo desta segunda-feira, o de então teve origem a apenas 26 km de profundidade, o que leva as autoridades a esperar que o balanço será desta vez não seja tão elevado.

Também o sismo que há seis meses abalou o Nepal, provocando a morte de nove mil pessoas e a destruição de quase um milhão de casas, teve origem a apenas oito quilómetros da crosta terrestre.