O Papa fez, esta terça-feira, uma viagem surpresa a Amatrice, a cidade italiana devastada pelo terramoto a 24 de agosto passado.

Apesar de ter anunciado, na altura, a intenção de visitar o local, Francisco não tinha avançado a data em que se iria deslocar ao local.

Entretanto, no domingo, afirmou que seria uma visita de caráter “privado, sozinho, como padre, bispo, Papa, mas sozinho”.

Quero que seja assim, e quero estar perto das pessoas”, disse abordo do avião após uma visita de três dias à Geórgia e Arzebeijão.

O Papa chegou a Amatrice pouco depois das nove horas de terça-feira, de carro, e a visita começou junto das crianças na escola provisória construída pela Proteção Civil italiana.

Acompanhado pelo bispo de Rieti, Dom Domenico Pompili, Francisco agradeceu ainda aos bombeiros pelo papel de tiveram durante as operações de socorro.

O Papa referiu que “desde o primeiro momento” sentiu o desejo de visitar estes locais, mas que não quis fazê-lo nos primeiros dias porque pensou que a sua visita talvez fosse “mais um peso do que uma ajuda, uma saudação”.

Por isso, deixei passar um pouquinho de tempo para que ficassem prontas algumas coisas, como a escola”, acrescentou.

O terramoto de 6.2 de magnitude fez 292 mortos. Cerca de 1.800 pessoas continuam a morar em barracas ou abrigos improvisados.

A visita ao centro da Itália prossegue em Accumoli e Arquata del Tronto.