Segundo o último balanço oficial, são 3.726 as vítimas confirmadas do sismo no Nepal, segundo a Reuters. Os feridos já ultrapassam os 6.500. Sem água, luz, comida ou abrigo, as equipas procuram os mortos e tentam tratar dos vivos. 

No Tibete, epicentro de várias réplicas do sismo nepalês, mais de 1.200 casas ruíram e quase dez mil sofreram danos, juntamente com 54 templos tibetanos, de acordo com os últimos dados do centro de emergências nacional.

O Governo do Nepal mantém mobilizado todo o seu pessoal em tarefas de resgate e trabalha para a reabertura das estradas no vale central, enquanto recupera parte do sistema de eletricidade.

O chefe da Secretaria do Executivo do Nepal, Leela Mani Poudyal, declarou esta segunda-feira à agência Efe que "o Governo mobilizou todos os recursos para tratar de dar resposta e ajudar a população".

Afirmou que, neste momento, 15 helicópteros se deslocam a diferentes pontos do vale central, onde fica Katmandu e que sofreu os maiores efeitos do sismo de 7,9 na escala de Richter. Os soldados também estão a ser deslocadas para a região.

Cerca de quatro mil chineses encontram-se retidos no Nepal, numa altura em que as companhias aéreas tentam retirar o maior número de pessoas do país após o sismo de sábado, segundo a Administração Nacional do Turismo da China.

De acordo com a agência Xinhua citada pela Lusa, a meio da tarde de domingo (manhã em Lisboa), as transportadoras já tinham retirado mais de mil chineses do Nepal.

As companhias aéreas chinesas têm a capacidade para trazer cerca de 1.200 pessoas por dia, mas a Administração Civil de Aviação da China já pediu para que preparem mais voos para o Nepal e deem prioridade ao transporte de passageiros e ajuda humanitária, embora as réplicas tenham obrigado a suspender durante algum tempo o transporte aéreo.

O número de mortos na China devido ao sismo que devastou o Nepal no sábado aumentou esta segunda para 20, além dos 58 feridos e quatro desaparecidos, informa a agência Xinhua.

Com a descoberta de dois novos corpos sem vida, o número de vítimas mortais no Tibete, situado na fronteira chinesa com o Nepal, subiu para 20.

Na Índia, onde o abalo também foi sentido, há pelo menos 61 mortos. 

Nos Himalaias, muito frequentado por cidadãos estrangeiros, estão confirmados 18 mortos, segundo a AP. Os quatro portugueses já confirmaram esta segunda-feira estar bem.

No entanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha continua a procurar 117 cidadãos espanhóis que estavam no Nepal quando ocorreu sábado o sismo. As 117 pessoas que o Ministério procura não foram ainda localizadas no Nepal e incluem residentes, ainda que a maior parte sejam turistas